terça-feira, 16 de março de 2010

Impulso de pensamento incomunicavel e irrespondivel

Cá estou, na anestesia da vivência... afinal, vivo ou não essa vida sem base, ou faço da vida a própria base? Faço da vida o sentido dela mesma? Essa parece ser a saída... Então de onde vem essa recusa? Por que essa necessidade de essencia? De onde veio essa idéia humana de permanencia?

Creio que seja a nostalgia, escrita em algum lugar, nas minhas células no meu cérebro ou na própria natureza, em algum lugar, daquele estado antigo, em que nós humanos éramos integrados ao cosmos, antes de partir nessa busca desenfreada por separação e individualidade... no cosmos somos permanentes, eternos, continuamos nos outros, ao mesmo tempo que já somos continuação e extensão do todo e dos que nos precederam... numa cadeia ligada que permanece....

Ilusão ou realidade?

4 comentários:

Marcus Freire disse...

Definir nossas verdades, mentiras, ilusões, realidades é tão complexo quanto nossa propria existencia... Cada ser, cada individualidade, cada universo, cada complexo, cada infinito, assim sendo, ninguem tem o direito de achar que suas escolhas, suas crenças, e tudo mais, seja a base para os outros, se os outros tem suas proprias bases baseados em suas experiencias individuais coletivamente divididas ao longo de nossas vidas.

Ilusão ou realidade? Nem eu mesmo posso ter certeza que o azul que vejo é o mesmo azul que você ver!
=(

Kristal disse...

Olha quem eu achei x)

Como uma criaturinha tão subjetiva como tu se segura em corpo sem se desintegrar ein?

:*

Rafael disse...

Penso que tudo é muito simples.
A vida é muito simples.
É só viver.

Enquanto não se viver, o pensamento alimenta significados pra uma ilusão qualquer que toma o papel de viver.

E o que é viver?

Talvez por em prática teus valores, com ética acima da moral, compreender e ser compreendido. E depois disso, se a gente não sabe o que acontece ainda, é simplesmente porque não devemos saber.

Rafael disse...

relendo e deu vontade de comentar:
quanto mais compreensões temos, mais a linha torna-se tênue...