terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pra que título?

Faz parte de amar viver essa ilusão de possuir e pertencer...
E quando menos se espera o objeto amado escapou por entre os fios de seus cabelos
Deixando pra traz apenas uma promessa vaga
Como é possível que as fibras do corpo doam assim?
Como pode que a única coisa que eu queira gritar seja "ÉS MINHA, SOU TUA"?
E já não somos. E por principio, nunca fomos.
É como passar por uma cirurgia sem anestesia
Onde o médico vagarosamente
E até com um sorrisinho nos lábios
Lhe separa célula por célula
Daquele pedaço que você, se sentindo herói, costurou em si mesmo
E que simplesmente se tornou você
Quero sofrer, ser vítima.
Talvez depois...
Não quero pensar em depois.

Um comentário:

Kristal disse...

=(((((((

Espero que cicatrize, naline.