sexta-feira, 14 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Mais perguntas
Por que na hora que a bravata soa
a coragem foge?
o ímpeto se esgota?
que poder é esse que tem as palavras
de transformar os atos em pó?
Porque tanta falsidade em um corpo só?
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Eu sei, eu acredito, a vida ainda pode ser bela...
Era pra brigar, não era? Pra provocar, “marcar território”. Mas não foi isso que aquela chamada trouxe... Trouxe você, e que surpresa! Quantas coisas em comum. Estudávamos na mesma escola, amávamos os mesmos professores, ríamos das mesmas piadas... Por causa de um ano não nos conhecemos no ensino médio... Mas não faz diferença, pois, enfim, nos esbarramos.
E aos pouquinhos, devagar, foi acontecendo... Messenger, ligações, promessas... Até que um dia, meio de repente, meio de uma vez, meio sem pensar, minha boca encontrou a tua. A primeira vez de outras várias.
E tudo acontecia meio com cara de brincadeira e jogo. Não era muito meu estilo... Mas estava a fim de testar meus limites, ver até que ponto eu chegaria com uma história tão... peculiar.
Sabe, acho que você começa a querer namorar alguém quando você começa a ver possibilidades. Começa a enxergar o futuro, a imaginar situações ao lado de alguém. Quando aquele clima de brincadeira e jogo deixa de ser o suficiente. Quando você olha nos olhos de alguém e sente que vocês juntos conseguem ser muito mais que aquilo.
Foi o que senti. E não posso dizer que não sinto ainda. Sinto, aqui, agora, que podemos ser muito.
Eu quero e sinto que você quer.
Infelizmente, querer não foi o bastante. Existe um mundo anterior ao querer.
Você disse que fez a escolha errada, e vai se arrepender, e quando se arrepender não estarei mais aqui.
O que posso dizer? Se você demorar muito, provavelmente não estarei mesmo....
Ainda resta a maldita esperança que você se arrependa enquanto ainda estou aqui. Mas não cabe mais em minhas mãos e sabemos disso. Está nas suas mãos. Mas quem vai dizer sobre isso é só o tempo, as situações, a vida.
E como te falei, vou tentar não te ligar, não te ver, não te procurar... E peço encarecidamente que me ajude, fazendo o mesmo.
E o pior? As lembranças! Grama ruim e malcuidada, tantas conversas sobre a lua, tantos bons dias e boas noites, essa “coisa de pele” quase incontrolável, tantos cheiros e sabores, filmes, risos, prantos, desejo, intensidade, cores... Foi mesmo só um mês?
Posso dizer, sem medo, nesse momento, que te amo, segundo Eu Mesma.
E espero que no final, não sei como, não sei com quem, sejamos felizes.
E pra variar, esse texto não diz metade do que sinto.
Mas é o que tenho agora.
Até qualquer dia.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Afinal, sobre o amor...
O que é certo sobre amar?
Viver a pura indignidade da paixão?
Ou associá-lo com a razão e destruí-lo?
Afinal o que é certo sobre o amor?
Transformar-se em bicho passivo, levado
Ou proclamar discursos e nomes, em nome de ninguém?
Afinal, é nobre deixar-se levar pelo amor
Ainda que ele te destrua?
Afinal é possível equilíbrio?
Me diga: eu que não estou sabendo ser adulta?
Viver a pura indignidade da paixão?
Ou associá-lo com a razão e destruí-lo?
Afinal o que é certo sobre o amor?
Transformar-se em bicho passivo, levado
Ou proclamar discursos e nomes, em nome de ninguém?
Afinal, é nobre deixar-se levar pelo amor
Ainda que ele te destrua?
Afinal é possível equilíbrio?
Me diga: eu que não estou sabendo ser adulta?
domingo, 2 de outubro de 2011
Sim, à vida
Porque não algumas cores?
Porque não alguma alegria?
Obrigada, vida, pelas oportunidades
Obrigada, eu mesma, pelos "sims" e pelas intensidades
Porque sinto, aqui, que realmente a vida pode ser bela.
Porque não alguma alegria?
Obrigada, vida, pelas oportunidades
Obrigada, eu mesma, pelos "sims" e pelas intensidades
Porque sinto, aqui, que realmente a vida pode ser bela.
domingo, 25 de setembro de 2011
3 + 1
Encaro,
duas pessoas, e um fantasma
se não grito de medo e dor
é para que as duas pessoas não se assustem
e me deixem aqui
criança, carente
sozinha
duas pessoas, e um fantasma
se não grito de medo e dor
é para que as duas pessoas não se assustem
e me deixem aqui
criança, carente
sozinha
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Segunda Pessoa
“Caminhava eu, à sombra da lua
Procurando sei lá que recanto
Quando encontrei em meu caminho
Flores cor-de-sangue que em minha frente, começaram a chorar
Perguntei ‘porque vertem as minhas lagrimas?
Devolvam-nas, pois não as tenho mais
Em que noite me assaltaram?’
Soluçando, sem parar,
Permaneceram caladas...
E tudo que pude fazer foi continuar a caminhar
Cheia de mares sem desaguadouro”
Procurando sei lá que recanto
Quando encontrei em meu caminho
Flores cor-de-sangue que em minha frente, começaram a chorar
Perguntei ‘porque vertem as minhas lagrimas?
Devolvam-nas, pois não as tenho mais
Em que noite me assaltaram?’
Soluçando, sem parar,
Permaneceram caladas...
E tudo que pude fazer foi continuar a caminhar
Cheia de mares sem desaguadouro”
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