segunda-feira, 23 de maio de 2011

Segunda Pessoa

“Caminhava eu, à sombra da lua
Procurando sei lá que recanto
Quando encontrei em meu caminho
Flores cor-de-sangue que em minha frente, começaram a chorar
Perguntei ‘porque vertem as minhas lagrimas?
Devolvam-nas, pois não as tenho mais
Em que noite me assaltaram?’
Soluçando, sem parar,
Permaneceram caladas...
E tudo que pude fazer foi continuar a caminhar
Cheia de mares sem desaguadouro”

terça-feira, 10 de maio de 2011

Esvaziamento

"O conteúdo de um poema é puro esvaziamento"

Tudo que não-sinto em mim agora é puro vazio.

Como é esse paradoxo de uma não-intensidade tão profunda?

Como funciona essa apatia intensa, essa indiferença escandalosa, esses gritos pálidos?

Como se dá essa ausência de qualquer coisa que de tão nada, tanto pesa?

Não aguento mais essa pele morta, esse coração de pulsos tão fracos frente à mais explosiva das intensidades.

Alguém me dê vida por favor.

Pois não estou conseguindo encontrá-la sozinha.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Volta às aulas! Nova turma (mudei de turno, passei para a noite). Estava buscando novos ares, novas dimensões, novos desafios, e parece que estou encontrando. Até agora está bom, vamos ver o que acontece.

Trabalhando. Primeira experiencia de emprego.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Don't Kill Me Let Me Kill You

Não importa quão profundo eu respire, NUNCA há oxigênio suficiente.
Estou muito perto de sufocar...

Arranhando.

Queria achar um veículo de expressão que tivesse a forma, o contorno do que quero dizer. Nem no silêncio eu me encaixo mais.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Extremos

Quantas são as variações
entre um sim e um não?
Onde está o semitom
que separa a verdade da mentira
o amor do ódio
o explicito do subliminar?
quantas são as nuances
as matizes e as significações de uma só expressão
seja ela facial ou gramatical?
o humano indeciso
anda sempre na linha
mas não a da retidão
e sim aquela que divide dois extremos
variações em graus e escalas
harmonias e dissonâncias
são tão infinitas e tão mínimas
e diante da percepção falha
os extremos são apenas a mesma coisa.

poema antigo, que diz algo sobre mim.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Tecendo Antiguidades

sim meus olhos ficam mortos as vezes
eu mesma me surpreendo
apesar de tudo, eu mesma não esperava tanto nada em meu olhar
nem eu percebo tanto abismo dentro de mim
mas é o que esses olhos estão mostrando
você acredita em mim ou neles?